domingo, 16 de setembro de 2012

http://feiratrocasmadeira.wordpress.com/2012/09/14/os-parceiros-do-costume-da-feira-de-trocas/


O Banco do Tempo também tem sido uma presença maravilhosa nas nossas feiras de trocas. Na primeira estiveram em força com inúmeros bens, criando sinergias com diversos elementos como por exemplo o Centro Comunitário da Ribeira. Na segunda fizeram questão de visitar-nos no Parque Santa Catarina com uns deliciosos bolinhos. Simplesmente uns amores!
Prometem participar nesta terceira Feira de Trocas com todo o seu empenho e organização que lhes é tão característico.








http://www.snpcultura.org/adriano_moreira_90_anos_persistencia_criativa.html

Prémio Árvore da Vida
Adriano Moreira: 90 anos de «persistência criativa» de um transmontano «que não parte nem desiste»
Adriano Moreira, que a Igreja Católica em Portugal distinguiu em 2009 com o Prémio Árvore da Vida – Manuel Antunes, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, completa 90 anos esta quinta-feira, 6 de setembro.
Os membros do júri destacaram «o percurso intelectual e cívico de uma figura que tem qualificadamente contribuído para a dignificação da vida pública portuguesa».
O texto justificativo da entrega do prémio sublinhou a preocupação de Adriano Moreira em «inscrever a política num horizonte axiológico que tenha a Pessoa como valor fundamental, sobrepondo, na mesma linha, a Comunidade Humana aos ordenamentos estratégicos e instrumentais do sistema de poderes».
«Apraz-nos igualmente apontar, como legado cheio de futuro, a sua consideração de que a política é “no fundo, a urgência de travar a batalha da autenticidade, a única onde parece possível ver convergir todos os que pensam que faz parte da dignidade do homem ajudar a construir o mundo” (Adriano Moreira, Ciência Política, p.341)», realçaram os jurados.

No discurso que proferiu antes da entrega do prémio, D. Manuel Clemente, então presidido por D. Manuel Clemente, anterior presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, salientou a raridade com que se encontra «num longo percurso, entre idades do mundo e mudanças de regime, a continuidade criativa duma linha de pensamento e ação tão juvenilmente definida». 

«Globalmente inseridos num mundo ainda mais imediato e próximo, continuamos [os portugueses] a ser nós mesmos, precisamente como povo de partilha. Por isso nos mantemos e devemos manter articulados em nexos culturais cuja persistência se garante juridicamente e aviva culturalmente. Como Adriano Moreira e resistentes ao canto da sereia individualista ou libertária, mesmo quando esta apresente como “progressos de civilização” os mais demonstráveis retrocessos, seremos institucionais, para sermos personalistas, livres e solidários», afirmou o atual bispo do Porto e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa a 5 de junho de 2009.

«O prémio que lhe entregamos, caríssimo Professor Adriano Moreira, assinala o muito que lhe devemos pela persistência criativa com que nos consolidou nesta valorização essencial das coisas, pessoais e coletivas. Essas mesmas que, ensaiadas no passado, nos esperam agora no futuro. Assim tenhamos todos alguma da sua envergadura “trasmontana”, que não parte nem desiste. - Com todos os parabéns dos que continuamos a contar consigo», concluiu.


É com muito gosto que o Banco de Tempo Jaime Moniz Funchal se congratula com a homenagem a esta figura intemporal.


Convívio, um dos nossos "Cs"




Maria do Carmo Monteiro de Araújo, da Coordenação do nosso Banco de Tempo Jaime Moniz Funchal, proporcionou um excelente convívio ao chamado 'núcleo duro', ou seja, aos elementos da 'Porta Aberta' que, ao longo do ano e mais directamente, asseguram uma colaboração na concretização das diversas actividades e serviços.

O horário de funcionamento da 'Porta Aberta', na nossa sala na Escola Jaime Moniz é o seguinte:

3ª feira, das 11h00 às 12h30, com Lídia Barbeito, Ada Gouveia, Mª da Paz Ferreira e Teresa Tomé

4ª feira, das 11h00 às 12h30, com Mª do Carmo Araújo e Mª Emília Homem da Costa

5ª feira, das 15h00 às 16h30, com Graça Silva, Mª José Soares e Margarida Gouveia e Freitas

Estamos à vossa espera. A vossa visita, as vossas sugestões, as vossas perguntas, os vossos pedidos, são a razão da nossa permanência neste horário de 'Porta Aberta'.

A 14 de Setembro, quando a Escola já se encontra a preparar activamente o reinício das aulas, o nosso convívio decorreu no Lido Brunch onde, num ambiente fresco e agradável de uma tarde muito quente no Funchal, retemperámos forças para acompanhar a Escola e a sua Comunidade Escolar em mais um ano lectivo, para nós o 10º ano de existência.

Na ocasião a Mª do Carmo Araújo leu e distribuiu o seguinte texto:

Querida amiga,

Faço minhas as palavras do Pe. José Tolentino Mendonça no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, http://www.snpcultura.org/ , a propósito do lançamento de uma obra de "Christophe Lebreton, monge mártir e mestre espiritual para os nossos dias", da autoria do arcebispo emérito de Argel, Henri Teissier, apresentado em 13/09/2012:

"... Há um provérbio que diz: Viver sem amigos é morrer sem testemunhas.Os amigos trazem à nossa vida uma espécie de atestação. Os amigos testemunham que somos, que fizemos, que amamos. E fazem-nos não com a superficialidade que na maior parte das vezes é das convenções, mas com a forma comprometida de quem acompanha.
(...) A amizade não se alimenta de encontros episódicos ou de feitos extraordinários. A amizade é um contínuo. Tem sabor a vida quotidiana, a espaços domésticos, a pão repartido, a horas vulgares, a intimidade, a conversas lentas, a tempo gasto com detalhes, a riso e a lágrimas, a exposição confiada. A amizade tem sabor a hospitalidade e a tempo investido na escuta.

A amizade enche a casa de perfume (...)"


terça-feira, 12 de junho de 2012

10 anos a construir comunidades mais solidárias


Banco de Tempo
10 anos a construir comunidades mais solidárias

O Banco de Tempo, da iniciativa do Graal, comemora este ano o seu 10º aniversário. A data será assinalada com a realização de um Encontro Internacional Comemorativo dos 10 Anos do Banco de Tempo em Portugal, a realizar na Culturgest, no dia 22 de Junho, e que contará com a presença de Bancos de Tempo portugueses, espanhóis e italianos.

Ao longo de uma década, o Banco de Tempo tem contribuído para novas oportunidades de entre-ajuda, para a rentabilização das competências diversas de cada pessoa de várias gerações e meios sociais, para o fortalecimento de laços de solidariedade e de vizinhança, para incentivar o combate à exclusão social, procurando ainda que grupos economicamente vulneráveis tenham mais acesso a determinados serviços.
Funciona como qualquer outro banco, com a particularidade de, em vez de euros, circularem horas como moeda de troca de serviços (pequenas reparações domésticas, aulas de inglês, companhia a idosos, cozinhados, acompanhamento de alguém a cinema ou médicos, etc.). Neste momento, existem 32 agências do Banco de Tempo, de Norte a Sul do país, incluindo Açores e Madeira.
Para marcar este momento importante na vida do projecto, o Encontro Internacional pretende ser um espaço de reflexão sobre a função dos Bancos de Tempos durante a crise que Portugal e a Europa atravessam, através de intervenções certamente inspiradoras e da apresentação de alguns dos contributos exemplares do Banco de Tempo para a construção de comunidades mais humanas e solidárias.

sábado, 5 de maio de 2012


Queridos membros e amigos,
    Como habitualmente,teremos a nossa rubrica Nós e os Outros na próxima 2ª feira,dia 7 de Maio.
O tema "Os Media hoje - papel social" estará à responsabilidade de dois amigos, conhecidos jornalistas, Rosário Martins e Roquelino Ornelas.
    Gostaríamos muito que estivessem conosco neste tempo complicado das nossas vidas, como cidadãos deste país e desta Europa em crise.
 Precisamos de estar juntos e, de forma autêntica, expor o que pensamos e sentimos.
    Contamos convosco, na Escola Secundária Jaime Moniz, pelas 18h 15m, no Auditório 1.
    Um abraço grande
    P´la Coordenação

terça-feira, 1 de maio de 2012

 
Estimados amigos e amigas do Banco de Tempo,

Gostaríamos de convidar todos os membros e simpatizantes do Banco de Tempo a participar numa exposição de fotografia sobre o “Tempo” que terá lugar de 22 de Junho a 6 de Julho, no Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, no âmbito das comemorações dos 10 anos do Banco de Tempo no nosso país.

Esta exposição será inaugurada a 22 de Junho de 2012, dia em que se realizará, na Culturgest, o Encontro Internacional Comemorativo dos 10 anos do Banco de Tempo em Portugal. Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Graal com o apoio do Banco de Tempo dos Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos e da Secção de Fotografia dos Serviços Sociais da CGD.

Serão apresentados 30 trabalhos seleccionados de acordo com o regulamento em anexo. As fotografias devem ser enviadas até 20 Maio de 2012, para o email bancodetempo.exposicao@gmail.com.

Agradecemos desde já que divulguem esta iniciativa e aguardamos as vossas fotografias com muita expectativa.

Caso necessitem de qualquer esclarecimento adicional, não deixem de nos contactar através do email bancodetempo.exposicao@gmail.com.

Saudações solidárias da Equipa do Banco Central

Graal
Projectos de Intervenção Social
Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA
1150-215 Lisboa
Tlf: 213546831

terça-feira, 27 de março de 2012

Conferência "Intervenção social da Igreja, que desafios?"

Esta é uma informação que nos dá muito gosto transmitir. Trata-se de uma conferência, da iniciativa da Igreja do Funchal no âmbito das comemorações dos 500 anos da criação da nossa Diocese, com o tema "Intervenção social da Igreja, que desafios?" pela Professora Doutora Maria Isabel Varandas, da Universidade Católica (Braga).
Eu já tive oportunidade de ouvi-la e...fiquei maravilhada. Daí esta informação feita nestes termos...
Dia 30 de Março às 20h, no Auditório da UMa, Colégio dos Jesuítas, no Funchal. Recomendo vivamente.
Pel'A Coordenação
M.do Carmo Araújo

quinta-feira, 1 de março de 2012

Rubrica "Nós e os Outros" em Março de 2012

foto de MEmília Homem da Costa

Queridos membros e amigos/as,
Como habitualmente, teremos na próxima 2ª feira, primeira segunda feira do mês,dia 5 de Março, a nossa rubrica "Nós e Os Outros" .
Desta vez, o tema, que procuramos que seja sempre atual e oportuno, versará a Solidão. O seu tratamento ficará a cargo da Dra. Teresa Carvalho, psicóloga e técnica da Secretaria de Assuntos Sociais.

Como de costume, a sessão começará às 18h e 15m e terminará por volta das 19h 30/ 19h 45.
Terá lugar no Auditório 1, no 2º andar da nossa Escola Jaime Moniz.

Gostaríamos muito que estivesse conosco e participasse no debate como partilha (de que tanto precisamos nos tempos de hoje).

Lembramos que o Banco de Tempo do Funchal celebra neste mês (dia 27) 9 anos de idade.

Um abraço grande

Pela Coordenação

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tempo como moeda de troca

Com a devida vénia ao

Banco do Tempo: Um recurso para poupar dinheiro em época de crise

O Banco do Tempo do Lumiar, que em vez de dinheiro utiliza a hora como moeda, começou por ser procurado para combater a solidão, mas actualmente é um recurso para poupar dinheiro em serviços como a revisão do carro.

A única diferença que distingue este banco dos outros é o facto dos "clientes" em vez de depositarem dinheiro, depositam horas do seu tempo para satisfazer as necessidades de outros, recebendo em troca serviços de que precisam.

"Até há um ano, os serviços mais pedidos pelos membros do banco eram para combater a solidão, procurando saídas com pessoas que partilhavam os mesmos gostos por museus, teatro ou cinema. Agora estão a procurar um serviço para ajudar a resolver uma situação", disse à agência Lusa a coordenadora do Banco do Tempo do Lumiar (BTL), em Lisboa.

Como exemplos, Irene Freitas Silva apontou a revisão do carro, arranjos de costura, aulas de línguas estrangeiras, informática e pedidos de ajuda para organizar a contabilidade ou preencher formulários.

"São serviços que evitam que as pessoas gastem dinheiro", comentou, ressalvando que o banco "não tira trabalho a ninguém. Antes pelo contrário, estamos a fomentá-lo".

Para Irene Silva, é uma "tentativa saudável" de ultrapassar a crise: "faz crescer a sociedade de uma forma mais humana, mais solidária em que as pessoas partilham serviços, capacidades, competências e que os torna muito mais sociáveis e mais confiantes".

"É uma economia solidária, em que a moeda é o tempo, cada vez mais procurada", disse a responsável, sustentando que tem havido uma procura "exponencial" do BTL, que atinge já os 235 membros, "um número completamente impossível de gerir".

Para responder à procura, a agência do Lumiar criou um site (www.btlumiar.org) em que as pessoas trocam serviços online e criou ainda o BTL Júnior e o BTL Negócios.

"Chegámos à conclusão que, com tanta falta de trabalho e tantas pessoas a criar micro empresas, seria bom pôr as pessoas e as empresas a funcionar entre si", explicou.

Apesar da realidade vivida na agência do Lumiar, Teresa Branco, do movimento GRAAL, coordenador do banco central, disse à Lusa que o conceito do projeto
"não está a mudar".

Os serviços mais procurados continuam a ser a companhia para ir ao cinema ou dar um passeio, os pequenos arranjos domésticos, lições de inglês e informática
e culinária.

O que está a acontecer, segundo Teresa Branco, é que as instituições da comunidade onde os BT estão inseridos pedem ajuda à agência para a realização de alguns trabalhos, como a recolha de alimentos.

Na agência de Quarteira (Algarve) não tem havido alterações nos serviços requisitados, segundo Gilberta Alambre, uma das suas coordenadoras.

Nesta agência, com cerca de 90 membros, a maioria reformados, a procura continua a ser, principalmente, para "combater o isolamento e a solidão",
adiantou.

"A pessoa quando se inscreve diz logo aquilo que está disponível para dar e o que gostaria de receber", contou, adiantando que os serviços mais procurados são a companhia, a bricolage, a manicura e a culinária.

Também no banco da Foz (Porto), com 183 membros, os serviços mais requisitados são os que envolvem as relações sociais, em que a companhia lidera, e a valorização pessoal, com a procura crescente pelas aulas de informática e inglês.

Membro da agência da Foz há três anos, Ana Maria, 62 anos, tem dado horas do seu tempo a fazer companhia a doentes, a ir ao cinema e a conferências. Em troca, também opta pela companhia de alguém.

O que salienta desta "moeda de troca" é as amizades que se vão criando.


Rubrica "Nós e os Outros" em Fevereiro de 2012

Queridos membros e amigos,
Como habitualmente, na primeira 2ª feira do mês de Fevereiro, dia 6, tivemos a rubrica "Nós e os Outros" que tem como primeiro objectivo provocar o ENCONTRO e promover o debate, entre pessoas que se conhecem há muito, sobre assuntos de interesse na actualidade.

Desta vez, tivemos como tema "Liberdade e Verdade" desenvolvido pelo nosso amigo e colega de Filosofia (Jaime Moniz), José Carlos Ferreira.
Como sempre, a actividade realizou-se no Auditório 1 (2º andar)da nossa Escola Jaime Moniz, pelas 18h 15 .

Pelo seu interesse e como é nosso hábito, aqui partilhamos um resumo:

Conceber a liberdade humana exige inquirir o que seja o Homem. Para as correntes espirituais que bebem no hinduismo, no judaísmo, no cristianismo e para as tradições humanistas que lançam raízes na tradição greco-romana, o Homem encontra-se a caminho do divino. Quando mais julgar possuir liberdade absoluta maior a queda. A liberdade joga-se no tempo e na alteridade, mas sem referência à verdade o desejo de liberdade, o poder ser perde-se.

Não há liberdade sem obstáculos. As teses contratualistas fizeram-nos crer que o Estado é um bem, um garante da justiça. A crise atual, que é económica mas não só, retira aos estados capacidade de salvaguardar as liberdades. Chegámos aqui conduzidos por uma economia sem ética. Se não formos capazes de instaurar uma era económica assente numa ética global é todo uma civilização que ameaça ruir.

Nestes tempos de incerteza urge perguntar de novo: o que é verdadeiramente ser homem? Procurar ver sem olhos culturais, despojar-se de todas as formas, sentir tudo de todas as maneiras, ser sincero ainda que contradizendo-se em cada instante, ver sem ponto de vista. Servir um só Senhor, a Verdade.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Palestra proferida pela Dra Rubina Berardo - Dez.2011


Capacitação da mulher na construção de um mundo melhor; perspectivas económicas, sociais e de direitos humanos. Rubina Berardo
Tal como imagens valem mil palavras, também dados estatísticos conseguem sintetizar bem a realidade.
39,000 bebés meninas morrem por ano na China porque os seus pais não lhes deram o mesmo cuidado e atenção médica como aos meninos. Na Índia, meninas são menos prováveis de ser vacinadas que rapazes: como resultado, as raparigas entre 1 e 5 anos têm o dobro da probabilidade de morrer que um rapaz da mesma idade. Adiciona-se o facto que ecografias permitem descobrir o sexo do feto, o que aumenta o aborto no caso de ser menina. Ainda na Índia, o incendiar de noivas acontece a cada duas horas, para punir a mulher por um enxoval inadequado ou para eliminá-la para que o homem possa voltar a casar. Mas estas mortes raramente fazem notícia.
Amartya Sen, Prémio Nobel de Economia em 1998, desenvolveu estudos na área de desigualdade de género, calculando que mais de 100 milhões de mulheres estão ausentes do planeta, desaparecidas, vítimas do generocídio. Sen afirma que em circunstâncias normais, mulheres vivem mais que homens e que por isso há mais mulheres que homens na maioria do mundo. Contudo, em regiões onde raparigas sofrem um estatuto profundamente desigual dos rapazes, elas “desaparecem”. China tem 107 homens por cada 100 mulheres na sua população geral (e o fosso é ainda maior entre recém-nascidos) e na Índia, é 108/100. A implicação destes rácios, é que por volta de 107 milhões de mulheres estão ausentes do planeta hoje. Outros estudos calculam este gap entre 60 milhões e 107 milhões.
Estas estatísticas globais sobre o abuso de raparigas são mais que chocantes: são aterrorizadoras. As vítimas do generocídio são maiores que os homens que faleceram nos campos de batalha do século XX.
É fundamental preencher este vazio, capacitar as mulheres, para consequentemente desenvolver o mundo.
Muito do sofrimento dos mais pobres no mundo não deriva só da escassez de recursos mas também se deve à má distribuição desses parcos recursos, especialmente pelos homens das famílias. Nesse sentido, as Nações Unidas, o Banco Mundial, e diversas ONGs e Thinktanks evidenciam as potencialidades para o desenvolvimento através de apoio direto a mulheres e raparigas.
Mas a defesa da igualdade de géneros não é só uma luta nos países em desenvolvimento. A significativa melhoria da realidade no que toca a violência praticada contra mulheres em Portugal, é real. Contudo as 23 mulheres portuguesas vítimas mortais de violência doméstica em 2011 compõem um número que envergonha todos nós. A mulher continua a ser vítima preferencial no seu lar e nos palcos de guerra simplesmente devido ao seu género.
Nesse sentido é fundamental informar-se sobre o estado atual da igualdade de género na sociedade: regional, nacional e global. Feminismo é a manutenção da igualdade de género, e não uma qualquer busca pela supremacia feminina. Porque direitos têm que ser salvaguardados, senão corremos o risco de os corroer com as dificuldades dos tempos. Afinal, mais certo que avanços civilizacionais são os próprios retrocessos civilizacionais, ditados por necessidades financeiras, económicas e de segurança alimentar e humana.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Rubrica "Nós e os Outros" em Dezembro de 2011

Na sua habitual Rubrica "Nós e os Outros", o Banco de Tempo Jaime Moniz Funchal convida hoje os seus Membros e Amigos para uma palestra proferida pela Dra Rubina Berardo.

12 de Dezembro 2011

Tema:Capacitação da mulher na construção de um mundo melhor: perspectivas económicas, sociais e de direitos humanos.

Nota biográfica da Dra Rubina Berardo:

Completou a Licenciatura em Ciência Política e Economia na University of East Anglia (2000-2003, Norwich, Inglaterra).

Completou o Mestrado em Política e Governação Europeia na London School of Economics and Political Science (2003-2004).

Completou ainda uma pos-graduação da Academia Militar sobre Guerra de Informação e Competitive Intelligence (2006/7).

Estagiou no Parlamento Europeu em Bruxelas junto do eurodeputado Sérgio Marques (2002) bem como na Campanha Pro-Euro no Reino Unido (2002).

Foi Produtora de Conferências na Editora Financeira Euromoney Institutional Investor Plc (Londres 2004-5).

Actualmente exerce funções como Técnica no Governo Regional da Madeira.

Tem dupla cidadania: portuguesa e alemã.

O Banco de Tempo agradece à Dra Rubina Berardo a sua disponibilidade e congratula-se por poder contar com a colaboração de uma Mulher tão jovem,com um curriculum de tanta qualidade e tão promissor.

sábado, 26 de novembro de 2011

Participação no Programa Saúde e Bem Estar da RJM


Com a jornalista Paula Lourenço e a equipa da Rádio Jornal da Madeira, o Banco de Tempo participou no programa Saúde e Bem Estar que, nesta edição, focou a sua atenção na Recolha de Alimentos do fim-de-semana 26-27 de Novembro, da Cáritas Diocesana do Funchal.

O Banco de Tempo participa no domingo, no Pingo Doce do Centro Comercial Dolce Vita, entre as 9h e as 22h. Convida os seus Amigos a aparecer por lá e contribuir para esta boa causa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Banco de Tempo na Radio Jornal da Madeira


O Banco de Tempo Jaime Moniz Funchal estará hoje de manhã, pelas 11 horas, na RJM http://radio.jornaldamadeira.pt/, para conversar com a jornalista Paula Lourenço e os ouvintes sobre o seu projecto, com destaque para a sua parceria com a Cáritas e a sua colaboração, pelo 6º ano consecutivo, na recolha de alimentos.
http://www.caritas.pt/funchal/noticia.asp?caritaid=14&noticiaid=3807.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Jantar Solidário - apcm




O Banco de Tempo informa:

A Associação de Paralisia Cerebral da Madeira irá comemorar 20 anos ao lado da diferença com um jantar & espectáculo no Restaurante Bahia do Casino da Madeira.Este jantar tem início às 20h e o custo de 25€ por pessoa, inclui aperitivo, entrada, prato principal, sobremesa, café, petit fours e bebidas, durante o jantar.A animação estará a cargo da Banda do Casino e a cantora Sofia Relva a anteceder o espectáculo internacional "Forever Hits".Os bilhetes encontram-se disponíveis na recepção do Casino da Madeira.

Casino da Madeira
Avenida do Infante, 9004 - 513 FunchalIlha da Madeira - http://www.casinodamadeira.com/



Telefone: +351 291 140 424



Nós e os Outros - em Novembro 2011


Queridos membros e amigos,


De acordo com esta época do ano, pensámos que seria oportuno promover uma ação para refletir e debater o Conceito de Morte. É assunto tabu, normalmente considerado incómodo e pouco confortável..., mas acreditamos que poderá ser aliciante e esclarecedor num Encontro que, esperamos, contará com o contributo de todos .

O tratamento do tema " Reflexões sobre o conceito de Morte", incluído na rubrica "Nós e os Outros", será orientado pela nossa amiga e colega, a professora Maria Luisa Carvalho.

Data: 7 de Novembro (2ª feira) Hora: 18h 05 Local: Auditório 1

Teríamos muito gosto na sua presença.

Abraço grande,

P'la Coordenação

M. do Carmo M. Araújo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Abertura do ano letivo 2011/2012












Em nome do Banco de Tempo, obrigada pela vossa presença;

Obrigada, Prof. Isabel, pela sua disponibilidade em estar conosco.

Também o nosso reconhecimento à Direção desta Escola que nos acolhe desde 2003…

É com muito gosto que estamos aqui para celebrar a abertura de um novo ano de trabalho à volta de um Projeto de solidariedade que nos é muito querido pelas caraterísticas que, do nosso ponto de vista, o tornam oportuno e de grande atualidade no contexto do mundo em que vivemos.

Compete-nos a nós, membros do BdT, dinamizar entreajuda social, trocar serviços, cruzar afetos, valorizar talentos, revitalizar redes de vizinhança que, no nosso caso, tratando-se de uma comunidade educativa, são essencialmente de nível cultural e afetivo.

Dar e receber gratuitamente é o nosso lema;
Oferecemos Tempo em serviços que gostamos e sabemos fazer…;
Pedir faz parte do projeto. Mas, sempre, numa linha de entreajuda, de apoio social;
Não prometemos eficácia.
O nosso compromisso exige, sim, acolhimento, escuta, cuidado, atenção e partilha (a vários níveis).

Como dissemos, não trabalhamos com dinheiro, mas com tempo, tempo oferecido em função da disponibilidade de vida de cada um.


O conceito, a filosofia do BdT é comum a todas as agências (somos 30 em Portugal), mas cada uma delas trabalha com especificidades em função das necessidades e caraterísticas da comunidade em que está inserida. No caso do nosso BdT, as prioridades estão associadas à Cultura, ao Convívio, à Companhia /acompanhamento (…o serviço por excelência) e à Cooperação com instituições de solidariedade social .

Procuramos atuar com simplicidade, alegria e discrição…
A divulgação da nossa ação passa, essencialmente, pelos gestos e pelas atitudes…

Estamos a iniciar o 9º ano de existência, nesta Escola, onde temos a sede e onde muitos dos seus membros viveram longo tempo das suas vidas…Eu fui feliz aqui e talvez por isso me esforço para dar, à minha medida, o que aqui recebi…São muitos os amigos.. .


Um abraço muito grande da coordenação do BdT e da sua equipa , para todos os que por aqui passaram e que guardam da Escola recordações de competência, responsabilidade, disciplina e excelente relacionamento humano...
“Saudade é o amor que fica”, disse-o alguém com felicidade. Precisamos de boas recordações e de amor para irmos buscar o entusiasmo e o fulgor para cada dia…

Uma nota importante:
Iremos trabalhar, neste ano letivo, em parceria (interna) com o Conselho da Comunidade Educativa, presidido pela dra. Filomena Alcobia e com o Projeto Equal coordenado pelas dras Elisa Seixas e Catarina Pires.
São grandes as nossas expetativas…!

Funchal, 05 de Setembro 2011

P’la Coordenação
Maria do Carmo M. Araújo

sábado, 27 de agosto de 2011

8º aniversário - 2011













O convívio que assinalou o nosso 8º aniversário foi um dos bons momentos deste ano.


Reinício de Atividade do Banco de Tempo Funchal Jaime Moniz

O Banco de Tempo vai de férias, seguindo os ritmos do nosso Espaço/Escola. Mas recomenda-se...este texto de David Kundt.

É tempo de PARAR…

Com as FÉRIAS à vista, há algo que me fascina e que se pode aprender…Eu chamo-lhe PARAR.

Parar é não fazer nada, na medida do possível, durante um determinado período de tempo para conseguir uma maior consciencialização e recordar quem somos. A principal razão de parar está no sentir que temos de prosseguir. Na maioria dos casos não paramos até nos sentirmos completamente de rastos sem sabermos para onde nos deveremos virar.
Parar permite-nos a percepção dos significados fundamentais da vida…Ajuda-nos a avaliar o que queremos conseguir e como queremos proceder.
Parar permite-nos avaliar o jogo da vida, de acordo com as nossas próprias regras; reconhecer as nossas verdadeiras prioridades. Dá-nos tempo de ser e não apenas de fazer.
Parar não é abrandar, porque abrandando apanhamos os ritmos dos outros e os ritmos acumulados do mundo que nos rodeia, queiramos ou não. Isto é arrastamento.
Parar pode conduzir-nos aos ritmos da nossa própria escolha. O tempo gasto a não fazer nada permite-nos descobrir aquilo que é mais significativo e valioso para nós.
Parar é muito fácil de entender. É um período de tempo passado sem fazer nada para conseguir obter tudo.

Os benefícios de PARAR
As mais importantes dádivas de Parar são sete:

1.capacidade de prestar Atenção;
2.alcançar um Relaxamento real;
3.conhecer e apreciar a Solidão;
4.Abertura;
5.criar Laços fortes e flexíveis
6.aceitar a sua Sombra;
7.identificar e viver com Objectivos.

David Kundtz,
in “Parar” (adaptado)



Recomeçaremos a nossa atividade logo no princípio de Setembro e ...da melhor maneira. Conosco estará a professora da Universidade Católica do Porto, Isabel Baptista, especialista em Ética, com um palestra que versará a importância do contributo da ética individual para uma ética coletiva. Boas Férias!
Um abraço grande
P'la coordenação

Relatório de Actividades 2010/2011

Banco de Tempo Funchal Jaime Moniz
Ano lectivo 2010/2011

1. Este foi um ano diferente, muito trabalhoso, difícil, mas extremamente proveitoso pela reflexão e decisões tomadas quanto a estratégias futuras.



2. Aproveitámos diversas oportunidades para difundir e divulgar o Conceito Banco de Tempo dentro e fora da comunidade escolar, porque estamos cada vez mais convictos de que o Projecto do BdT é extremamente actual e de extrema eficácia no contexto da vida de hoje.
Concentrámo-nos, especialmente, em dois objectivos que consideramos fundamentais:
- trocar serviços, cruzar afectos;
- revitalizar a vizinhança cultural e afectiva que herdámos e que pretendemos seja continuamente actualizada no nosso Espaço/Escola.



3. Continuando a metodologia traçada, em função das especificidades da
comunidade em que o nosso BdT está inserido, actuámos em função dos 4Cs – Companhia; Convívio, Cultura, Cooperação.

Companhia/acompanhamento - envolvendo diversas formas de apoio, este foi o serviço por excelência, em que imprimimos um modo de estar discreto, de proximidade, envolvendo, em permanência, acolhimento, escuta, cuidado e atenção;

Convívio – para provocar encontro, disponibilizámo-nos de forma diversa (dinamizando actividades, culturais e outras, promovendo partilha digital, marcando presença em acções/sessões de carácter social: jornadas, feiras, mercadinhos, etc.)

Cultura – considerada prioridade numa comunidade educativa que é a nossa, dinamizámos acções de (in)formação sobre temas da actualidade na rubrica “Nós e os Outros”; promovemos abertura e debate em “Leitura em voz alta”, mantivemos um Expositor relevando ideias, personalidades, datas e acontecimentos ; estabelecemos contactos e articulação com entidades e instituições culturais regionais (museus, bibliotecas, etc.); promovemos visitas de estudo; procurámos ser agentes participativos em iniciativas locais de cariz diverso (jornadas da pastoral da família, reuniões de auscultação para repensar a Igreja em Portugal, etc) .

Cooperação – dando continuidade à ajuda prestada nos anos anteriores, colaborámos de forma diversa (peditórios de rua e escola, recolha de alimentos em supermercados, feiras gastronómicas, mercadinhos, chás de bemfazer, etc.) com as instituições e associações de solidariedade social com quem temos desenvolvido uma relação de amizade: Caritas diocesana, AMI, Liga contra o Cancro, Centro da Mãe, Abraço, Vila Mars, etc.
Neste ano, 3 membros/professores do BdT aderiram ao Projecto “Reaprender Saberes e Valores” de apoio a reclusas do Estabelecimento Prisional da Cancela, leccionando Português e Inglês.

4. Em termos de futuro, estabelecemos diálogo e acertámos acordos para parcerias internas no ano lectivo de 2011/2012, com o Conselho da Comunidade Educativa, na pessoa da sua presidente, dra. Filomena Alcobia e o Projecto Equal, através das suas coordenadoras, dras Elisa e Catarina.



Numa lógica de “troca de serviços”, iremos intervir em actividades, oferecendo, em função de competências e talentos pessoais, e pedindo divulgação do conceito Banco de Tempo entre alunos, professores, pais e encarregados de educação.



Também continuaremos com contactos no exterior, no sentido de abrir mais Bancos de Tempo na Região Autónoma da Madeira. Novas parcerias estão também no nosso horizonte.




Gostaríamos, ainda, de deixar registados 3 acontecimentos:


1. a celebração dos 70 anos de uma querida amiga, Lídia Homem Costa, agora com Alzheimer (membro 10.035);


2. a morte do José Gil (25 anos), filho da Carmo Aguiar (membro 10032);


3. a homenagem à dra. Margarida Morna (membro 10036) pelo governo da República, através do seu Representante na RAM, no dia 10 de Junho.

Abriremos o próximo ano lectivo 2011/2012, no dia 5 de Setembro, com uma palestra pela professora da Universidade Católica do Porto, Isabel Batista que versará o tema: “A importância do contributo da Ética individual para uma Ética colectiva.”
Será às 18h 30, em sala a designar (auditório 1 ou sala 215).

Funchal, 2 de Agosto de 2011

P’la coordenação

Maria da Graça Silva
Maria do Carmo Monteiro de Araújo