domingo, 7 de agosto de 2011

Imagens da Visita de Estudo à Zona Velha






















Apesar do tempo instável e porque a nós não há tempo que nos assuste :), realizámos a visita de estudo programada, em fevereiro, munidos de muita vontade e guarda-chuvas!

Aqui ficam algumas imagens.




terça-feira, 15 de março de 2011

Encontro Nacional de Primavera

“ A profundidade da vida é dada pela profundidade dos encontros que vamos tendo ao longo da vida. No encontro com o outro joga-se sempre qualquer coisa decisiva para nós“. (*)

Tolentino Mendoça

Caríssimos amigos e amigas do Banco de Tempo,

O nosso Encontro Nacional de Primavera, em Cascais, reuniu um total de 96 pessoas, de 19 Bancos de Tempo e foi enriquecido pela participação dos nossos parceiros italianos e espanhóis.

As avaliações dos/as participantes são muito positivas e encorajadoras. Aqui, pelo Banco Central, o balanço que fazemos é também muito positivo: foram muitas e interessantes as sugestões para a melhoria da formação dos/as dinamizadores/as do Banco de Tempo. Esperamos encontrar as condições necessárias para as implementar. As conclusões do Encontro serão apresentadas, como habitualmente, na próxima edição do Trocar Notícias.

Vimos também agradecer o acolhimento recebido e o enorme esforço e empenho do Banco de Tempo de Cascais para tornar possível este Encontro que guardaremos na nossa memória colectiva.

Agradecemos também a música, as flores, os salgados oferecidos pelos Bancos da Grande Lisboa: Portela, Lumiar, Sintra, Almada e Miratejo e os doces trazidos das diferentes regiões do país que nos deliciaram a todos/as.

Queremos ainda agradecer às crianças do mini-banco de Tempo de Cascais a alegria e a esperança que trouxeram ao nosso Encontro.

Pedimos que nos façam chegar as vossas fotografias para depois as partilharmos com todos e com os nossos parceiros internacionais.

Para quem não anotou fica o endereço do blog do Projecto Formação e Acção nos Bancos de Tempo, ele aqui vai: www.wix.com/projectgrundtvig11/fabancostempo. Vão acompanhando…

Um caloroso abraço da equipa do Banco Central

(*)palavras trazidas pela Maria do Carmo Araújo do Funchal para o nosso Encontro

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Visita de Estudo


Queridos Membros do Banco de Tempo e Amigos,
No próximo sábado, dia 19 de Fevereiro, teremos uma Visita de Estudo à Zona Velha da Cidade do Funchal, guiada pelos nossos colegas, Dr António Jorge Pestana e Dr Gabriel Pita. Sairemos do Largo Jaime Moniz, às 10h 30 e acabaremos a visita junto do Palácio de S. Lourenço , por volta das 12h 30.

Gostaríamos que estivessem connosco.Poderão trazer algum amigo/a ou familiar.
Pedimos uma resposta até ao dia 18 deste mês.
A visita só não se realizará se houver muito mau tempo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Homenagem à Lídia



A Lídia Homem da Costa fez anos, 70 anos, no dia 19 de Janeiro. Nós, colegas e amigos do Banco de Tempo, quisemos homenageá-la... e, numa Eucaristia na igreja da Paróquia da Nazaré, agradecemos ao Senhor a pessoa que ela é e a professora e profissional que fora.


Estiveram presentes muitos outros amigos, familiares e colegas da Lídia…
Agradecemos ao pároco, o Sr. P. Marcos Pinto o modo simpático como nos acolheu: as suas palavras e o pequeno convívio que proporcionou, oferecendo uma chávena de chá, após a cerimónia religiosa.



Lídia, nós não queremos esquecer-te…Um grande abraço!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Tempo, segundo Torga

Pensamento/Reflexão
É Impossível que o Tempo Actual não Seja o Amanhecer doutra Era É impossível que o tempo actual não seja o amanhecer doutra era, onde os homens signifiquem apenas um instinto às ordens da primeira solicitação. Tudo quanto era coerência, dignidade, hombridade, respeito humano, foi-se. Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a concluir que era uma gente naturalmente cheia de limitações, mas digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra com que se comprometera no início dela. Além disso heróica nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do animal e a grandeza da pessoa. Agora é esta ferocidade que se vê, esta coragem que não dá para deixar abrir um panarício ou parir um filho sem anestesia, esta tartufice, que a gente chega a perguntar que diferença haverá entre uma humanidade que é daqui, dali, de acolá, conforme a brisa, e uma colónia de bichos que sentem a humidade ou o cheiro do alimento de certo lado, e não têm mais nenhuma hesitação nem mais nenhum entrave.

Miguel Torga, in "Diário (1942)"


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal



Queridos membros,
"...O Presépio somos nós
É dentro de nós que Jesus nasce
Dentro da alegria e da nudez do TEMPO
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto(...)
Dentro da sede e da fonte
Dentro do agora e dentro do eterno."
J. Tolentino Mendonça - 15.12.10 (adaptado)

P'la coordenação
M. do Carmo Monteiro de Araújo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Problemática da Felicidade


A problemática da FELICIDADE está em cima da mesa. Talvez porque filosoficamente é um conceito muito difícil.


O contexto social em que vivemos sugere tratamento, diálogo e debate. Daí o nosso interesse em proporcionar um Encontro no dia 8 de Novembro, 2ª feira, pelas 18h na nossa Escola Jaime Moniz, Auditório 1, com esta temática.




Como sempre , insere-se na rubrica "Nós e os Outros".





Responsáveis pelas Comunicações estarão a Professora Doutora Maria do Carmo Trindade Rocha e a Dra. Graça Alves, sobejamente conhecidas de todos.




Teríamos muito gosto que estivessem connosco, já que é tão difícil hoje estarmos juntos com frequência. A nossa vizinhança, como sabem, é cultural e afectiva...A nossa orografia e os afazeres tendem a separarem-nos e isso não queremos.




Tragam amigos...




Aqui partilhamos o resumo desta comunicação:




A felicidade, acto cognitivo e volitivo, pode estar associada a factores internos e externos.
O ser feliz é uma atitude perante a vida, apoiada sobre a construção do eu, em busca do sentido da própria vida. O ser feliz reside na procura, dentro de nós próprios, do significado da nossa vida, através do modo como vivemos e da leitura que fazemos das oportunidades ao longo da nossa existência e que vão surgindo em vários “aqui” e em distintos “agora”. Ser feliz traduz-se na abertura a si, ao outro e ao mundo, e supõe reflexão e flexibilidade, condições essenciais para que a procura não seja auto-centrada nem redutora. Ser feliz implica uma busca pessoal, livre e autónoma, consciente e responsável. Ser feliz é manter a capacidade de reencontrar-se, de deslumbrar-se, de maravilhar-se com aquilo que de muito bom acontece cada dia, discretamente, e que a rotina pode subestimar. Daí a necessidade de investir na construção da Pessoa e de promover a literacia afectiva e emocional.
Tudo está dentro de nós, no modo como vivemos e na leitura que fazemos das nossas vivências. Embora factores externos possam, muitas vezes, ultrapassar-nos, a nível interno, podemos e devemos procurar o sentido da nossa vida e o significado das decisões que, permanentemente, tomamos e das opções que fazemos, e que configuram a construção do nosso projecto de vida.

Reconhecido e reclamado o direito a ser felizes, assumimos o dever de investir na nossa felicidade. Sê-lo-emos sozinhos? Como consideramos o outro nas nossas vidas? Segundo as teorias de Piaget e de Rogers, tornamo-nos tanto mais pessoas quanto mais nos descentrarmos de nós próprios e interagirmos com os outros, numa dialéctica de relações interpessoais, sem nunca esquecer a dignidade própria e do outro, contribuindo para o nosso desenvolvimento e para o de outros seres humanos. Ninguém é feliz sozinho! Precisamos dos outros, que nos ajudam a ser felizes.