“ A profundidade da vida é dada pela profundidade dos encontros que vamos tendo ao longo da vida. No encontro com o outro joga-se sempre qualquer coisa decisiva para nós“. (*)
Tolentino Mendoça
Caríssimos amigos e amigas do Banco de Tempo,
O nosso Encontro Nacional de Primavera, em Cascais, reuniu um total de 96 pessoas, de 19 Bancos de Tempo e foi enriquecido pela participação dos nossos parceiros italianos e espanhóis.
As avaliações dos/as participantes são muito positivas e encorajadoras. Aqui, pelo Banco Central, o balanço que fazemos é também muito positivo: foram muitas e interessantes as sugestões para a melhoria da formação dos/as dinamizadores/as do Banco de Tempo. Esperamos encontrar as condições necessárias para as implementar. As conclusões do Encontro serão apresentadas, como habitualmente, na próxima edição do Trocar Notícias.
Vimos também agradecer o acolhimento recebido e o enorme esforço e empenho do Banco de Tempo de Cascais para tornar possível este Encontro que guardaremos na nossa memória colectiva.
Agradecemos também a música, as flores, os salgados oferecidos pelos Bancos da Grande Lisboa: Portela, Lumiar, Sintra, Almada e Miratejo e os doces trazidos das diferentes regiões do país que nos deliciaram a todos/as.
Queremos ainda agradecer às crianças do mini-banco de Tempo de Cascais a alegria e a esperança que trouxeram ao nosso Encontro.
Pedimos que nos façam chegar as vossas fotografias para depois as partilharmos com todos e com os nossos parceiros internacionais.
Para quem não anotou fica o endereço do blog do Projecto Formação e Acção nos Bancos de Tempo, ele aqui vai: www.wix.com/
Um caloroso abraço da equipa do Banco Central
(*)palavras trazidas pela Maria do Carmo Araújo do Funchal para o nosso Encontro

É impossível que o tempo actual não seja o amanhecer doutra era, onde os homens signifiquem apenas um instinto às ordens da primeira solicitação. Tudo quanto era coerência, dignidade, hombridade, respeito humano, foi-se. Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a concluir que era uma gente naturalmente cheia de limitações, mas digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra com que se comprometera no início dela. Além disso heróica nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do animal e a grandeza da pessoa. Agora é esta ferocidade que se vê, esta coragem que não dá para deixar abrir um panarício ou parir um filho sem anestesia, esta tartufice, que a gente chega a perguntar que diferença haverá entre uma humanidade que é daqui, dali, de acolá, conforme a brisa, e uma colónia de bichos que sentem a humidade ou o cheiro do alimento de certo lado, e não têm mais nenhuma hesitação nem mais nenhum entrave. 

























