domingo, 24 de agosto de 2008
Abordagem à Leitura da Bíblia
Actividade na área de Expressões
5º aniversário do Banco de Tempo na Jaime Moniz
Banco de Tempo debate-se com falta de jovens e mais oferta do que procura
Lisboa, 05 Abr (Lusa) - No continente ou nas ilhas, as agências do Banco de Tempo partilham uma filosofia de solidariedade mas também as dificuldades em cativar elementos jovens e em convencer os membros de que não basta oferecer serviços, é preciso também solicitá-los.
Descrevendo a troca de serviços do Banco de Tempo como um meio de "combater o individualismo e criar um espírito de comunidade", a ex-docente, de 76 anos, assinalou que, "infelizmente, a solidariedade ainda é vista muitas vezes como algo unilateral, em que um dá e o outro recebe, quando aqui funciona como uma troca".
Por enquanto, o número de pedidos ainda não é elevado "mas já há um ou outro inscrito que solicita se alguém o pode conduzir a um determinado local".
"Uma das ideias iniciais era criar uma rede de apoio à família, nomeadamente para cuidar das crianças e libertar um pouco o casal, mas verificamos que as pessoas não recorrem a esse serviço, mesmo quando há quem esteja disponível para fazê-lo", contou a coordenadora, para quem "o receio é um obstáculo a vencer".
"Muitas vezes os inscritos conhecem-se mal uns aos outros e, por isso, têm medo de lhes confiar algumas tarefas, como ir levar ou buscar os filhos à escola", explicou Maria da Graça Silva, que tenta organizar encontros "precisamente para que todos se conheçam e se sintam mais à-vontade para fazer pedidos".
fonte: Notícias.rtp.pt
Princípios que regem o BdT
| | Todos temos algo a dar e a receber: obrigatoriedade de intercâmbio. O Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca. |
| | Não há troca directa de serviços: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro. |
| | Troca-se tempo por tempo: a unidade de valor e de troca é a hora. |
| | Todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros, nem escalas de valor de serviços. O serviço prestado não tem de ser igual ao recebido. |
| | A circulação de dinheiro só é possível para reembolso, previamente acordado, de despesas específicas e documentadas. |
| | Os serviços prestados correspondem a actividades não profissionais que se realizem com gosto: a troca assenta na boa vontade, na lógica das relações de "boa vizinhança". |















