domingo, 24 de agosto de 2008

Actividade na área de Expressões



Sob a orientação de Luísa Teixeira da Costa

Os trabalhos realizados reverteram a favor da Associação Alzheimer,
vendidos ao público na 5ª edição da Feira das Vontades,
organizada pela Casa do Voluntário,
cumprindo o objectivo de cruzamento de intercâmbios,
na construção de uma cultura de solidariedade.

5º aniversário do Banco de Tempo na Jaime Moniz

5º aniversário da Agência

Teresa Tomé, membro do BdT e ex-Coordenadora

Coordenadora Graça Silva e
Presidente da Escola Jaime Moniz


Documentação facultada


almoço-convívio de membros do BdT


discurso da Coordenadora Maria do Carmo Araújo


lembrança/ marcador da autoria da LuísaTeixeira da Costa


o bolo do 5º aniversário


A 9 de Abril de 2008, a Agência do Funchal do Banco de Tempo, integrada na Comunidade Educativa da Escola Jaime Moniz, assinalou com diversas actividades o seu 5º aniversário.
Aqui ficam algumas imagens desse dia memorável que reuniu um grande número de membros.

Banco de Tempo debate-se com falta de jovens e mais oferta do que procura


Graça Silva, uma das coordenadoras do BdT, Funchal

Lisboa, 05 Abr (Lusa) - No continente ou nas ilhas, as agências do Banco de Tempo partilham uma filosofia de solidariedade mas também as dificuldades em cativar elementos jovens e em convencer os membros de que não basta oferecer serviços, é preciso também solicitá-los.

Com 54 inscritos, a agência do Banco de Tempo do Funchal, que funciona no Liceu Jaime Moniz, "tem apenas três elementos com menos de 20 anos", revelou Maria da Graça Silva, uma das três professoras reformadas que coordena o espaço, lamentando à agência Lusa a "falta de gente nova".

Descrevendo a troca de serviços do Banco de Tempo como um meio de "combater o individualismo e criar um espírito de comunidade", a ex-docente, de 76 anos, assinalou que, "infelizmente, a solidariedade ainda é vista muitas vezes como algo unilateral, em que um dá e o outro recebe, quando aqui funciona como uma troca".

Por enquanto, o número de pedidos ainda não é elevado "mas já há um ou outro inscrito que solicita se alguém o pode conduzir a um determinado local".

"Uma das ideias iniciais era criar uma rede de apoio à família, nomeadamente para cuidar das crianças e libertar um pouco o casal, mas verificamos que as pessoas não recorrem a esse serviço, mesmo quando há quem esteja disponível para fazê-lo", contou a coordenadora, para quem "o receio é um obstáculo a vencer".

"Muitas vezes os inscritos conhecem-se mal uns aos outros e, por isso, têm medo de lhes confiar algumas tarefas, como ir levar ou buscar os filhos à escola", explicou Maria da Graça Silva, que tenta organizar encontros "precisamente para que todos se conheçam e se sintam mais à-vontade para fazer pedidos".

fonte: Notícias.rtp.pt

Princípios que regem o BdT

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Todos temos algo a dar e a receber: obrigatoriedade de intercâmbio. O Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca.

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Não há troca directa de serviços: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro.

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Troca-se tempo por tempo: a unidade de valor e de troca é a hora.

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Todas as horas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros, nem escalas de valor de serviços. O serviço prestado não tem de ser igual ao recebido.

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A circulação de dinheiro só é possível para reembolso, previamente acordado, de despesas específicas e documentadas.

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Os serviços prestados correspondem a actividades não profissionais que se realizem com gosto: a troca assenta na boa vontade, na lógica das relações de "boa vizinhança".


Exemplos de serviços que podem ser trocados






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Acompanhamento a crianças: Tomar conta de crianças, levar/buscar à escola, ajudar a fazer os trabalhos de casa, brincar

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Actividades recreativas: Andar de bicicleta, caminhar a pé, jogar cartas, ténis, xadrez, animar grupos, tocar música, fazer de guia turístico, animar festas

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Bricolage: Pequenas reparações, arranjos de carpintaria, de electricidade

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Ajuda doméstica: Lavar o carro, a loiça, compras de supermercado, ir ao correio, à farmácia, pagar as contas, limpar o pó, passar a ferro

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Cozinha e Lavores: Fazer um prato especial, cozinhar refeições para congelar, arranjos de costura, bordados, ponto cruz, croché/tricô

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Secretariado e burocracia: Correcções literárias, processamento de texto, preenchimento de documentos, impostos, certificados

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Animais e Plantas: Jardinagem, acolher/tratar de animais/plantas nas férias, ajudar a dar banho a animais (gato, cão, ...).

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Companhia: acompanhamento ao médico, conversar sobre determinado tema, passear pela cidade, contar histórias, ler alto, ir a espectáculos, ao cinema, a exposições

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Lições: ensinar a estudar, a descontrair, dar explicações, lições de jardinagem, informática, línguas, música, olaria, pintura, cozinha, decoração, dança















Regras de funcionamento








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Quem pode aderir? Podem ser membros todos os que se interessem e empenhem nas actividades do Banco de Tempo. Os menores deverão ter autorização do respectivo Encarregado de Educação.

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Como se tornar membro? Basta ir a uma entrevista na agência, tomar conhecimento do modo de funcionamento do Banco, preencher uma ficha de membro (indicando dados de contacto, pessoas de referência e serviços a oferecer e a pedir) e declarar cumprir as Regras de Funcionamento. Receberá um cartão de membro, cheques e uma listagem de serviços disponíveis na agência.

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O que é que se paga? Todos os membros têm de pagar anualmente uma quota de 4 horas, que vai para a "conta" da Agência.

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Como trocar? Quando alguém precisa de um serviço, contacta a agência. A agência vai procurar um membro que o possa realizar e em seguida procura a melhor forma de pôr ambos em contacto. Na altura da troca, ambos deverão apresentar os respectivos cartões de membro.

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E quando não se está disponível? Quando contactados pela agência para saber se podem prestar um serviço, os membros podem dizer que não estão disponíveis. Não são obrigados a aceitar o serviço. Mas, quem aceitou realizar um serviço compromete-se na prestação do mesmo, pelo que, caso não o possa fazer, deve informar o membro que está a contar consigo e/ou a agência.

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Como é feito o pagamento do serviço? No fim da troca o pagamento do serviço é feito através de cheque, em função do número de horas. Quem recebeu o cheque deverá enviá-lo à agência para que sejam feitos os movimentos às contas. Note-se que a hora é divisível em meia hora, fazendo-se um arredondamento por excesso (mais que 15 minutos), ou por defeito (menos que 15 minutos).

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Quando é que se tem de dar/pedir? O primeiro passo é pedir, porque só assim pode haver uma troca. O limite máximo de diferença entre horas recebidas e oferecidas é de 20 horas.

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O que acontece em caso de faltas ou acidentes? O Banco de Tempo não se responsabiliza pelo incumprimento dos membros ou por acidentes que envolvam bens ou pessoas ocorridos durante a troca de serviços entre membros. A troca implícita no Banco de Tempo assenta na lógica da boa vontade e dos serviços de vizinhança, pelo que quem oferece ou solicita determinado serviço deve ter presente o risco que lhe está inerente, o qual, no limite, é semelhante ao de um favor de um familiar ou amigo.

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Incumprimento dos membros é qualquer falta de respeito pelas Regras de Funcionamento. As situações de incumprimento são analisadas pelo coordenador da agência em conjunto com o membro em causa, no sentido de encontrarem soluções para o problema. A falta de eficácia das soluções encontradas pode levar à suspensão temporária de utilização dos serviços, ou mesmo à expulsão do Banco de Tempo.



Objectivos do Banco de Tempo

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Apoiar a família e a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar para homens e mulheres através da oferta de soluções práticas da organização da vida quotidiana ligadas a problemas de faltas e coordenação de tempo..


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Construir uma cultura de solidariedade, não ao nível das redes interpessoais de troca directa mas através de uma estrutura facilitadora de intercêmbios cruzados.


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Promover o sentido de comunidade, a sociabilização, a colaboração entre diversas gerações, a integração social e o encontro de pessoas que convivem nos mesmos espaços.


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Promover a construção de relações sociais mais humanas, diminuindo o efeito de problemas ligados ao isolamento, à solidão e à ausência de contactos sociais.