domingo, 24 de agosto de 2008

Regras de funcionamento








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Quem pode aderir? Podem ser membros todos os que se interessem e empenhem nas actividades do Banco de Tempo. Os menores deverão ter autorização do respectivo Encarregado de Educação.

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Como se tornar membro? Basta ir a uma entrevista na agência, tomar conhecimento do modo de funcionamento do Banco, preencher uma ficha de membro (indicando dados de contacto, pessoas de referência e serviços a oferecer e a pedir) e declarar cumprir as Regras de Funcionamento. Receberá um cartão de membro, cheques e uma listagem de serviços disponíveis na agência.

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O que é que se paga? Todos os membros têm de pagar anualmente uma quota de 4 horas, que vai para a "conta" da Agência.

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Como trocar? Quando alguém precisa de um serviço, contacta a agência. A agência vai procurar um membro que o possa realizar e em seguida procura a melhor forma de pôr ambos em contacto. Na altura da troca, ambos deverão apresentar os respectivos cartões de membro.

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E quando não se está disponível? Quando contactados pela agência para saber se podem prestar um serviço, os membros podem dizer que não estão disponíveis. Não são obrigados a aceitar o serviço. Mas, quem aceitou realizar um serviço compromete-se na prestação do mesmo, pelo que, caso não o possa fazer, deve informar o membro que está a contar consigo e/ou a agência.

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Como é feito o pagamento do serviço? No fim da troca o pagamento do serviço é feito através de cheque, em função do número de horas. Quem recebeu o cheque deverá enviá-lo à agência para que sejam feitos os movimentos às contas. Note-se que a hora é divisível em meia hora, fazendo-se um arredondamento por excesso (mais que 15 minutos), ou por defeito (menos que 15 minutos).

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Quando é que se tem de dar/pedir? O primeiro passo é pedir, porque só assim pode haver uma troca. O limite máximo de diferença entre horas recebidas e oferecidas é de 20 horas.

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O que acontece em caso de faltas ou acidentes? O Banco de Tempo não se responsabiliza pelo incumprimento dos membros ou por acidentes que envolvam bens ou pessoas ocorridos durante a troca de serviços entre membros. A troca implícita no Banco de Tempo assenta na lógica da boa vontade e dos serviços de vizinhança, pelo que quem oferece ou solicita determinado serviço deve ter presente o risco que lhe está inerente, o qual, no limite, é semelhante ao de um favor de um familiar ou amigo.

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Incumprimento dos membros é qualquer falta de respeito pelas Regras de Funcionamento. As situações de incumprimento são analisadas pelo coordenador da agência em conjunto com o membro em causa, no sentido de encontrarem soluções para o problema. A falta de eficácia das soluções encontradas pode levar à suspensão temporária de utilização dos serviços, ou mesmo à expulsão do Banco de Tempo.



Objectivos do Banco de Tempo

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Apoiar a família e a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar para homens e mulheres através da oferta de soluções práticas da organização da vida quotidiana ligadas a problemas de faltas e coordenação de tempo..


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Construir uma cultura de solidariedade, não ao nível das redes interpessoais de troca directa mas através de uma estrutura facilitadora de intercêmbios cruzados.


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Promover o sentido de comunidade, a sociabilização, a colaboração entre diversas gerações, a integração social e o encontro de pessoas que convivem nos mesmos espaços.


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Promover a construção de relações sociais mais humanas, diminuindo o efeito de problemas ligados ao isolamento, à solidão e à ausência de contactos sociais.


O que é o Banco de Tempo?


O Banco de Tempo é um banco em tudo igual aos outros. Tem agências, horário, cheques, depósitos e a particularidade de utilizar o tempo como moeda de troca.

O Banco de Tempo em Portugal

"Sensibilização das famílias e da comunidade para a criação de redes de entreajuda, com base em afinidades de vizinhança e de interesses comuns, e apoio à criação de infra-estruturas necessárias para a sua existência".

In "Caderno de Medidas e Recomendações Para a Conciliação Entre a Vida Profissional e a Vida Familiar", projecto Para Uma Sociedade Activa, Graal, 1999

O Banco de Tempo nasceu da necessidade de "criar redes de entreajuda", conforme expresso pelos testemunhos das Audições Públicas realizadas no projecto "Para Uma Sociedade Activa", sendo enquadrado na actividade do Graal na medida em se que propõe estimular, apoiar e organizar iniciativas que visam a criação de novos modelos de vida em sociedade, a valorização das pessoas e a revitalização das comunidades.

O modelo de Banco de Tempo inspirou-se na filosofia dos bancos de tempo que apareceram em Itália no início da década de 90. O Graal começou a trabalhar neste projecto no início de 2001 depois de ter contactado com o conceito, em Barcelona, na Associação Salut Y Família que desenvolve um projecto semelhante em Espanha. Depois de um ano dedicado à criação da infra-estrutura e ao envolvimento de instituições e pessoas, foram lançadas para as primeiras agências no início de 2002.